quarta-feira, 20 de julho de 2016

Yamas e Niyamas

Olá!

Hoje, enquanto estava preparando uma aula que darei amanhã sobre Códigos de Ética do Yogin ou melhor dizendo, os fundamentos dos Yamas e Niyamas, resolvi agregar em texto, aqui também.  

Muitas vezes, as ideias surgem mas não vão pro papel ou vão e perdem-se com o tempo (ou porque estão jogadas em algum canto da casa)...e, para que não se perca algo que considero importante conhecimento não somente da filosofia do Yoga, mas como algo que se procurarmos seguir em sua plenitude, certamente mudará nossa forma de agir, sentir e pensar, ou seja, de ser.

O fundamento do Yoga é a ética universal, que corresponde a 10 preceitos morais (equiparados aos 10 Mandamentos) divididos em 5 yamas e 5 niyamas. Talvez você já saiba ou mesmo tenha visto em vários locais o significado de cada yama e niyama e por isso, antes de lhe explicar cada um deles, quero que você entenda o porque desta prática.

Yama - significa controle ou domínio. As cinco proscrições (proibições) são: ahimsa, satya, asteya, bramacharya e aparigraha

Estes preceitos são aquilo que não devemos fazer, afim de nos purificarmos interna e externamente para atingir um bem maior. Ligados ao ego, desempenham o controle dos impulsos naturais, que se manifestam por cinco órgãos - braços, pernas, boca, órgãos sexuais e excretores

A finalidade destas normas além de frear nosso instinto, que não é racional, é de canalizá-lo para regular as interações sociais, estando assim, em harmonia nas relações interpessoais (com todos os seres da natureza). A energia canalizada neste sentido, faz com que o praticante transcenda espiritualmente. 

Niyama - são as prescrições (regras) psicofísicas, ou seja, o que devemos fazer. São elas: sauchan, santosha, tapas, svadhyaya e ishvarapranidhana. Seus órgãos correspondentes são: olhos, ouvidos, nariz, língua e pele

O controle destes sentidos, está relacionado com a organização da vida pessoal do praticante. Estando equilibrado, tem-se harmonia que surge de dentro pra fora, o que acaba "contaminando" e atraindo àqueles que cruzar seu caminho. 

Para a prática de Yoga contendo as oito partes (mudra, puja, mantra, pranayama, kriya, asana, yoganidra e samyama), pode-se agregar praticamente todos os preceitos dos yamas e niyamas ou trabalhar alguns deles especificamente. 

Uma sugestão de aula voltada para os Yamas e Niyamas seria assim: 

1. Mudra = Asteya. O mudra, além de ser um gesto reflexológico é conector com tudo que o Yoga representa. 

Asteya significa não roubar, não cobiçar ou invejar bens e conquistas de outrem. Não é apenas o roubar efetivamente dizendo mas eliminar os impulsos de fazê-lo. Mesmo com ideias. 

Com relação à prática de Yoga, pode significar desenvolver discernimento no uso das práticas para alcançarmos nossos objetivos (relativos e abstratos). De forma mais abrangente pode ser compreendido como o cultivo da integridade e utilização somente do que é realmente necessário e indispensável. Assim, colocamos no início para que o praticante já estabeleça o que é relevante em termos de atitudes e pensamentos à sua prática.

2. Puja = Brahmacharya. O puja é a prática de retribuição da energia, ou seja, com as mãos unidas em frente ao peito, o praticante emana energias positivas ao ambiente, professor e mestres ancestrais procurando encontrar o divino, o valor e a bondade em suas ações.

Brahmacharya, em sua maioria quer dizer a não dissipação sexual, quer dizer, ser coerente em sua vida relacional e sexual. Brahma, além de ser um deus hinduísta, significa verdade essencial e é aí que o praticante poderá fazer a conexão através do puja.    

3. Mantra = Santosha. Os mantras, sabemos que podem ser extroversores, vocalizados através de kirtans com melodias ou introversores, com japa (repetições de mantra curto, como por exemplo o mantra OM). 

Santosha, significa cultivar um estado interior de contentamento, independente das circunstâncias externas. Neste caso, a ideia de combinar o santosha com o mantra (extroversor), é que através dos mantras, é possível perceber este estado de alegria sincera no praticante.

4.  Pranayama = Aparigraha. Pranayama é uma das principais partes de uma pratica de yoga. São as técnicas respiratórias onde dinamizamos o prana  por todo o nosso organismo. 

Aparigraha, significa não possessividade. Geralmente comparado aos bens materiais e algumas vezes aos relacionamentos mas, no caso de ser agregado a prática de pranayamas, podemos pensar que o praticante não deve cultivar o apego ao querer atingir algo que ele ainda não está preparado. O que quero dizer com isso é que normalmente durante a prática dos respiratórios, colocamos bandhas, ritmos e mentalizações para torná-lo mais poderoso mas nem sempre você conseguirá ter êxito inserindo tantas técnicas e, portanto, é apenas uma forma do praticante ficar mais "light" consigo próprio. Querer melhorar, sim, sempre, mas o domínio das técnicas virá aos poucos. 

5. Kriya = Sauchan. Kriya são as técnicas de purificação das mucosas. Sauchan, significa pureza, purificação, tanto internamente quanto externamente. Combinação mais que perfeita! 

A limpeza ou purificação externa, pode ser feita através de uma alimentação preferencialmente sem carnes e comidas muito condimentadas ou gordurosas além das técnicas como: trataka (limpeza dos globos oculares) ou massageamento dos órgãos internos (uddhyana bandha, nauli) e outras, que não são ensinadas em sala de aula. Já para a limpeza interna, são pensamentos, sentimentos e principalmente emoções, que devem ser "tratados" diariamente com vibrações positivas.

6. Asana = Ahimsa, Tapas e Svadhyaya. O asana (técnicas corporais) é onde é possível aplicar quase todos os preceitos ao mesmo tempo. Eu escolhi apenas três deles que acredito que sejam mais relevantes.

Ahimsa, significa não violência. No caso da prática, é exatamente para que o praticante não violente o seu corpo e acabe se machucando, ou seja, respeite seu limite. Não se compare com outros praticantes ou mesmo com o dia em que você dominou aquela postura. Há dias em que estamos mais ou menos dispostos. O ahimsa é o primeiro preceito e, através dele, consegue-se atingir mais facilmente os demais.

Tapas. O tapas corresponde a disciplina, força de vontade e determinação. Pode se dizer também qu é a auto superação. Numa prática de asanas, quanto maior for a determinação, força de vontade e disciplina, mais rapidamente o praticante passará do estágio elementar, que é do físico para o mental e assim por diante. Para superar-se deve primeiramente praticar ahimsa.

Svadhyaya. Estudo da metafísica e de si próprio. Auto estudo, auto observação e aplicação dos estudos no dia a dia e a ti mesmo.

7. Yoganidra = Ishwara pranidhana. O yoganidra é a técnica de descontração profunda, onde os efeitos da prática são assimilados. 

Isvarapranidhana, é a auto entrega, o que faz todo o sentido ser combinado com yoganidra, pois para fazer o relaxamento profundo e sentir seus efeitos, o praticante precisa se entregar. 

8. Samyama = Satya. Samyama, que corresponde as técnicas de concentração, meditação e estágios mais elevados de consciência. 

Satya, signifca verdade, veracidade, ou seja, não mentir. Dizer a verdade com ahimsa e além disso, coincidir ações, palavras e pensamentos e assim, evitar a falsidade em todas as suas formas. No caso da prática de meditação, estamos em busca da veracidade intrínseca, da verdade maior, do autoconhecimento, 

Praticando todos os preceitos com amor, conquistamos a nossa verdade e o propósito deste texto e dessa prática!





quarta-feira, 6 de julho de 2016

Nome dos Asanas



Este as vezes pode ser um tema um pouco polêmico, dependendo da linha de Yoga que você pratica..rs. Brincadeiras a parte, a ideia não é polemizar mas sim obter informação - que pode ser simplesmente para matar a curiosidade ou para um estudo mais aprofundado no tema. 

Os asanas são as posturas do Yoga - e que são muitas - que além de proporcionar um corpo mais harmonioso e saudável, lhe leva a estados mais profundos de consciência corporal e ajudam a sublimar alguns dos seus sentidos.

Sabe-se que em várias linhas de Yoga, o nome dos asanas possuem nomes de animais. Não só de animais mas também de fenômenos da natureza e posições que nos remetem a algo ou alguma ação. 

Para nós que estamos no Ocidente, especialmente no Brasil, melhor seria se soubéssemos os nomes aportuguesados para melhor entendimento. É bom alertar de que não estou inventando estes nomes. Eles constam, como já dito, em várias linhas de Yoga e estou apenas disponibilizando imagens e alguns nomes para facilitar o praticante.

Primeiramente, seguiremos com os asanas com nomes de Animais.



Mandukasana - postura da rã
Kurmasana - postura da tartaruga
Bhujangasana - postura da cobra
Matsyasana - postura do peixe
Kukutasana - postura do galo
Gomukasana - postura da vaca
Hanumanasana - postura do macaco
Simhasana - postura do leão
Vrishkasana - postura do escorpião
Shalabasana - postura do gafanhoto

Tem também o 

Mayurasana - postura do pavão
Garudasana - postura da águia
Kakasana- postura do corvo
Ustrasana - Postura do camelo
Makarasana - postura do crocodilo
Badrasana - postura da borboleta


Além do Adho Mukha (Cachorro olhando para baixo) e o cachorro olhando para cima, que seguem abaixo juntamento do outras posturas.



Postura da Montanha
Postura dos Guerreiros 1, 2 e 3
Postura da Criança
Postura da Lua 
Postura da Árvore
Postura Fácil
Postura da Ponte
Postura do Barco
Marjaryasana - Postura do Gato (movimento)
Postura de Lótus ou meditação...

Quando o praticante entende alguns dos nomes, fica mais fácil não só de decorar as posturas como fazê-la com maior segurança, afinal ele irá se lembrar de como é o tal animal, objeto ou circunstância e procurará fazê-lo de forma mais parecida.

Espero tê-los ajudado neste post informativo e curioso. Qualquer dúvida deixe um comentário. Namastê!